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Design
Suíço

Origem e suas principais aplicações 

O Estilo Internacional ou Design Suíço teve suas origens — como o próprio nome sugere — no país europeu e teve seu apogeu entre as décadas de 1950 e 70. Como Lupton Miller (2009, p. 36) indicam "A Suíça emergiu como o centro ideológico da teoria do design moderno nos anos 1950 e 60. A expressão "design suíço" tornou-se equivalente ao uso sistemático de elementos tipográficos em um grid". O grid, como explicam na mesma obra, é uma solução ou uma forma estrutural, utilizada para organizar o espaço de acordo com os eixos x e y e o articula com oposições entre direita e esquerda, horizontal e vertical, dentre outras.

O Design Suíço consiste em uma vertente do Funcionalismo e tinha como filosofia: que a forma deveria ter como objetivo primário seguir a sua função, portanto quaisquer tipos de ornamentos eram considerados fúteis e desnecessários. A simplicidade e a objetividade eram suas máximas, isso foi incorporado — juntamente com outras características próprias — na tipografia, no design e na arquitetura. Assim, sem interferências visuais o projeto poderia ser compreendido universalmente.

Na arquitetura

     O Estilo Internacional ou Design Suíço teve suas origens — como o próprio nome sugere — no país europeu e teve seu apogeu entre as décadas de 1950 e 70. Como Lupton Miller (2009, p. 36) indicam "A Suíça emergiu como o centro ideológico da teoria do design moderno nos anos 1950 e 60. A expressão "design suíço" tornou-se equivalente ao uso sistemático de elementos tipográficos em um grid". O grid, como explicam na mesma obra, é uma solução ou uma forma estrutural, utilizada para organizar o espaço de acordo com os eixos x e y e o articula com oposições entre direita e esquerda, horizontal e vertical, dentre outras.

     O Design Suíço consiste em uma vertente do Funcionalismo e tinha como filosofia: que a forma deveria ter como objetivo primário seguir a sua função, portanto quaisquer tipos de ornamentos eram considerados fúteis e desnecessários. A simplicidade e a objetividade eram suas máximas, isso foi incorporado — juntamente com outras características próprias — na tipografia, no design e na arquitetura. Assim, sem interferências visuais o projeto poderia ser compreendido universalmente.

Na arquitetura

     Na arquitetura, as principais características desse movimento consistem em construções suspensas (construção sobre pilotis), como no exemplo na imagem ao lado.

Imagem 1 –  LOVELL HOUSE

Fonte: La Art (2021)

     Além disso, há um aspecto minimalista por meio de formas simples e retilíneas, por vezes abstratas; superfícies planas; espaços internos abertos e amplos; utilização da cor branca; divisões feitas por vidros; utilização de aço e concreto; sempre seguindo o critério da simplicidade, assim, rejeitando decorações; conferindo um formato de caixa às casas, como pode-se observar na imagem 1. Além disso, destaca-se também, de acordo com Dias, Carvalho, Nardo e Gomes (2006), os seguintes elementos, listados ao lado:

     "– Terraço-jardim: a última laje da edificação como espaço de lazer. – Fachada livre da estrutura: Os pilares devem ser projetados internamente às construções, abolindo quaisquer resquícios de ornamentação. – Janela em fita: a uma certa altura, de um ponto ao outro da fachada, de acordo com a melhor orientação solar."

     No âmbito da arquitetura, muito deve-se ao historiador Henry-Russell Hitchcock pois foi ele quem utilizou o termo Estilo Internacional pela primeira vez, como afirma Coisas da Arquitetura (2011):

     "um dos mais importantes historiadores da arquitetura americana de seu tempo, a cunhagem da expressão Estilo Internacional, usado pela primeira vez em seu livro Modern Architecture. Romanticism and Regionalism em 1929. Sua intenção, na época, era apenas dar nome a uma certa arquitetura européia dos anos 1920. Neste livro, a expressão criada por Hitchcock tinha em mente a obra dos arquitetos europeus tais como Le Corbusier, Jacobus Oud, André Lurçat, Gerrit Rietveld e Mies van der Rohe."

     Suas produções centram-se em cartazes (maior produção), logotipos, tipografia, livros, esculturas, gráficos ambientais e instalações. No entanto, as que tiveram maior permanência quando se trata dele, são as seguintes: o cartaz de 1959 para Basel Stadt Theatre Ballet de Giselle (Imagem 2) e o logotipo para o teatro civil de Basel (Imagem 3).

Imagem 3 – Logotipo 1954 para o Basel Stadt Theatre

Fonte: Armin Hofmann (1959)

     Como característica de seus projetos, pode-se mencionar a economia da fonte – utilizando-as sem serifa – e da cor dando preferência ao preto e branco. Além do uso de grades e destaque para tipografia e fotografia.

     "Ele se esforçou continuamente pelo que chamou de “harmonia dinâmica”, na qual peças individuais de um design se uniam em um produto unificado. Elementos contrastantes – claros e escuros, curvos e lineares, macios e duros, cinéticos e estáticos – resultaram em composições atraentes. (STRINI, 2018)."

Imagem 2 – Cartaz de 1959 para Basel Stadt Theatre Ballet de Giselle.

Fonte: Armin Hofmann (1959)

     Além disso, de acordo com Dias, Carvalho, Nardo e Gomes (2006), o governo suíço foi um grande apoiador desse movimento pois os designs criados pelas escolas de Basel e Zurich eram utilizados como propaganda para o turismo local. Nos pôsteres pode-se notar “a predominância dos tons de azul e branco (aspecto da paisagem local, coberta de neve) na fotografia, obrigatoriamente nítida. Já os detalhes em vermelho remetem à cor da bandeira suíça.” Além disso, os autores pontuam que a tipografia – como visto nos trabalhos de Hofmann – era objetiva, com pouco texto – tendo sempre um espaço de respiro (espaço “em branco”) – e uso de somente uma família tipográfica em cada projeto.

     Além disso, a composição, como um todo, era simples (com poucos elementos), buscando a compreensão rápida e clara do público. Uma outra curiosidade, no âmbito do significado, dentro da composição de tais pôsteres é evocado por Dias, Carvalho, Nardo e Gomes (2006), “Essa composição entre o plano contínuo que é o plano da perspectiva e a direção oblíqua do texto, da esquerda para a direita, transmite a sensação de descida, movimento associado à prática do esqui, usando apenas dois elementos gráficos: a foto e o texto.” Como podemos observar no compilado a seguir:

Imagem 4 – Os pôsteres suíços

Fonte: Dias, Carvalho, Nardo e Gomes (2006).

     Vale ressaltar outros expoentes, nesse ramo, como: Karl Gerstner, Adrian Frutiger e as fontes Univers, Max Bill, Theo Ballmer, Ernst Keller, Herbert Matter, Jan Tschichold e Josef Müller-Brockmann. Mentes por trás das inúmeras contribuições para o Estilo Internacional.

     Como já mencionado, esse estilo caracterizou-se por uma busca autêntica e incessante pela simplicidade. Seja qual o âmbito em foco, sempre percebemos o uso de formas geométricas bem-marcadas, diminuição de ornamentações e, principalmente, precisão e foco nas informações. O refinamento e a uniformidade conferida por esse movimento superaram os limites geográficos e fez com que se tornasse uma referência no mundo ocidental.

O Estilo Internacional ou Design Suíço teve suas origens — como o próprio nome sugere — no país europeu e teve seu apogeu entre as décadas de 1950 e 70. Como Lupton Miller (2009, p. 36) indicam "A Suíça emergiu como o centro ideológico da teoria do design moderno nos anos 1950 e 60. A expressão "design suíço" tornou-se equivalente ao uso sistemático de elementos tipográficos em um grid". O grid, como explicam na mesma obra, é uma solução ou uma forma estrutural, utilizada para organizar o espaço de acordo com os eixos x e y e o articula com oposições entre direita e esquerda, horizontal e vertical, dentre outras.

     Já para a Tipografia e para o Design, o Estilo Suíço, teve como fundamento a beleza pela – sempre presente nesse movimento – simplicidade.  De acordo com Strini (2018), Armin Hofmann foi quem desenvolveu ideias inovadoras que fez com que, aos poucos, os designers da época aderissem ao básico em suas produções. Assim, o ponto, a linha e a forma foram os elementos utilizados por eles.  “Famoso como educador, Hofmann desenvolveu métodos não convencionais e ajudou a estabelecer padrões internacionais de design. Ele estabeleceu esses padrões em seu Manual de Design Gráfico de 1965 um livro que ainda merece atenção.” (STRINI, 2018).

Na arquitetura

No design e na tipografia

Referências

     Texto desenvolvido por Thais Vieira da Silva Oliveira para a disciplina Introdução ao Estudo do Design - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Departamento de Design - Fevereiro de 2022. O texto colabora com o projeto de extensão “Blog Estudos sobre Design”, coordenado pelo Prof. Rodrigo Boufleur (http://estudossobredesign.blogspot.com). 

Ficha Técnica

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